Rio de Janeiro, 27 de maio de 2006
CHEGA DE TRABALHAR DE GRAÇA!

Quem me conhece sabe que eu trabalho com informática e vivo disso. E eu vivo disso porque eu gosto. Não porque eu precise exclusivamente disso pra viver, mas eu faço porque me sinto realizado. Quem convive comigo sabe o quanto eu amo informática e tecnologia. (Dá pra ver pelo meu site não é?) Eu faço parte da seleta casta de pessoas que sente prazer no que faz e ainda ganha dinheiro com isso! Que benção! As pessoas que me conhecem sabem que eu investi muito na minha capacitação profissional! Muitas horas de treinamento em salas de aula pra chegar ao nível que eu cheguei. Deixei muitas vezes de lado meus amigos, minha namorada e outras pessoas importantes na minha vida para aprender a ser o profissional que sou hoje. Eu poderia ter ido mais a praia, ou passear, quem sabe, mas não: Eu estava lá, dentro da sala de aula, absorvendo cada vírgula de conhecimento, pra chegar aonde cheguei.

Sabe o que me deixa muito frustrado? "Ninguém dá o devido valor ao PATRIMÔNIO INTELECTUAL dos outros! Eu considero como "patrimônio intelectual" o conhecimento armazenado com o passar do tempo; aquilo que você aprende e que te ajuda a desenvolver suas atividades profissionais e obter algum tipo de vantagem, seja financeira, social, política, etc... Eu acho que Deus me deu um Dom. Só que eu estou renegando o dom que Deus me deu. Como? TRABALHANDO DE GRAÇA!

Engraçado: - A Light não me dá luz de graça; - A OI não me dá telefone, VELOX ou carrega meu celular de graça; - Nem qualquer outra prestadora de serviço me brinda com serviços gratuitos... É pagar ou ficar na mão! Então porque é que as pessoas pensam que EU tenho que trabalhar de graça, ou pelo valor que ELAS acham que meu serviço vale? Por um acaso é você que diz o custo da sua luz, ou do seu gás, ou do seu pulso telefônico... Não, são as PRESTADORAS que definem o valor, e você tem duas opções: Consome ou não usa! Então porque será que as pessoas querem definir o preço do MEU SERVIÇO, como se elas soubessem o quanto eu já investi na minha carreira e estivessem aptas e dar um preço pelos meus talentos técnicos? As pessoas ligam pra mim, na maioria conhecidos (claro, não é...) e dizem: "Puxa cara, dá pra você vir aqui em casa e formatar a minha máquina rapidinho..." "É só pra reinstalar meu Windows XP" "Dava pra você dar uma geral no meu micro...?" "Dá pra você reinstalar meu Windows XP? É rapidinho... Moleza..." Cara... Se é rapidinho, fácil, molezinha, "só isso", como costumam alegar, porque eles mesmos não metem a mão e fazem? Se não fazem, é porque não é tão "inho" assim como dizem.

Quem trabalha com TI como eu, sabe que nada é "inho" na informática! Ás vezes um simples "reset" na máquina destrói 4 horas de trabalho, sem dó nem piedade. Discos rígidos não têm coração, e processadores e memórias não sabem o significado da expressão "tempo perdido"! Só pra constar, segue uma lista LÓGICA do processo de formatação de um equipamento, a fim de deixá-lo com o conjunto básico de softwares:

1) Dividir o HD em duas partes (particionamento) para fazer o backup do usuário (que o mesmo NUNCA tem...);

2) Selecionar TODO O CONTEÚDO que deverá ser salvo e passá-lo pra partição nova criada;

3) Salvar os e-mails do Outlook;

4) Salvar os favoritos do Explorer;

5) Formatar o equipamento (isso, qualquer débil mental com um disco de boot faz...), tomando o cuidado de não prejudicar os dados da partição de backup;

6) Instalar o Windows XP;
7) Configurar os dispositivos, fazendo a instalação de tudo que o Windows não localizou nativamente. E o pior é quando o usuário não tem os drivers. Aí, tem que se levar mais alguns minutos catando na internet E MESMO ASSIM, porque eu uso um serviço americano pago que me dá os detalhes do que falta e onde conseguir os drivers, senão, poderia levar até 45 MINUTOS pra achar UM ÚNICO DRIVER;

8) Depois dos drivers todos instalados, fazer as atualizações on-line do Windows (Esta parte só com banda larga, senão... Mesmo assim leva algo em torno de 40 Minutos);

9) Instalar o Antivírus (AVG / Norton / Avast);

10) Instalar o Office (2003);

11) Instalar o Nero (Afinal, qualquer um hoje tem gravador de CD...);

12) Fazer o retorno do backup do Outlook (ou Outlook Express) e testar;

13) Fazer testes gerais de instalação e estabilidade do sistema;

14) Fazer a "imagem" do equipamento, para facilitar o processo da próxima vez (Economizando assim umas duas ou três horas de trabalho).

Notem que estas "besteirinhas" levam em torno de 3 a 5 horas pra serem feitas, dependendo do hardware do cliente, conexão à internet, "especialização" do cliente (aquele que acha que sabe mais do que eu... Esses eu odeio...) entre outros fatores... Aí, quando chega ao final do serviço, vem a pergunta: "Quanto eu te devo?" Meu valor varia em torno de R$ 80,00 a R$ 150,00 dependendo da complexidade do serviço, pois nem todos são iguais. Quando eu cobro, vem a frase que eu mais odeio: "Mais tudo isso, só pra dar uma 'geralzinha' na máquina?".

Sabe: Eu não me importo em dar um desconto quando o serviço é mais leve, ou consome menos tempo porque tudo correu bem, mas, querer a todo custo um desconto, se desfazendo do meu trabalho ou até mesmo ME AMEAÇANDO DE TROCAR DE PRESTADOR DE SERVIÇO, isso eu não tolero. Eu trabalho com qualidade, não com preço! Se você quer economizar, pegue um jornal de domingo e procure entre as centenas de anúncios um daqueles "profissionais com 20 anos de IBM" que "lavam, passam, cozinham e costuram" por míseros R$ 20,00 ou R$ 35,00. E boa sorte: Você vai precisar! AVISO aos amigos, colegas e clientes: A partir da presente data, eu, Luiz Henrique Marques Fagundes, não aperto mais um único parafuso sem cobrar por isso. Posso até fazer uma cobrança simbólica, trocar por algo do meu interesse ou anotar no "caderninho da troca de serviço", mas com certeza, vou cobrar por qualquer serviço aonde eu venha a por a mão. Considero isso como uma atitude profissional, inteligente e que vai me ajudar a ver quem realmente me considera ou não, porque "amigo" que pede serviço de graça não é amigo! Afinal, os meus AMIGOS (que não são muitos) sabem muito bem que eu vivo de informática, e não teriam coragem de pedir nenhum favor profissional sem me pagar por isso ou me dar algo em troca. Não é uma questão de ser interesseiro, é uma questão de ser profissional.

Aqui fica um manifesto de um profissional de informática esclarecido.

Por Luiz Henrique Marques Fagundes em 27/05/2006.
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